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sexta-feira, janeiro 28, 2005

o primeiro post do João.

a que velocidade é que temos medo? perguntem ao paneleiro do meu tio ernesto quando morreu atropelado por uma velhina num buggy. o mundo é assim, cheio de encontros e desencontros. nada faz muito sentido, só quando se esté bêbado. quando se está bêbado todas as pessoas são fixes e nossas amigas, e se por exemplo nos mijarmos no meio da via pública, calças abaixo numa sinfonia de riso feliz, só nos chamarão corno de merda, nem sequer nos batem. ou paneleiro. ou bêbado, somente. mas não que isso importe muito, porque a bebedeira é uma coisa que assim meio machona. eu gosto de me embededar, porque é das poucas vezes em que putos de seis anos me podem atirar com fezes secas de cão e eu ainda mandar caralhadas mas não fazer nada, ou seja; em suma, tenho uma razão para me armar em preguiçoso. talvez seja como beijar a minha avó: não posso forçar muito o linguado porque é possível a dentadura desfazer-se, o mais sólido que ela anda a comer estes dias são batatas cozidas e côdeas de pão molhadas em água quente, o seu chá poupador - chá normal, mas sem a infusão de ervas.
é fodido amar-se a nossa avó. ainda da última vez que estive com ela disse, avó, caralho quero mesmo dar-lhe uma pinocada. e diz ela, o quê, minha filha? (não, não é por eu parecer uma virgem qualquer, é porque teve uma filha e desde então nunca mais se habituou), e eu digo-lhe, olhe, esqueça. vamos amarmo-nos. quero amá-la devagar, chupar as mamas descaídas e enrugadas e sentir a minha língua, com tanto prazer e amor, na sua vulva quente a saber a chichi, quando resgar a fralda com os dentes. e quero enfiar o meu pau no seu rabo, com tanto amor, que gema de felicidade, apertar-lhe as mamas que lhe chegam ao umbigo por trás, sei lá - beijá-la várias vezes na boca sem dentes e apenas com três salientes, com um bigode maior que o meu - porque, compreenda, me excita. não, não diga nada agora, quero ainda que depois me faça uma mamada, chupar algo pensando que é o aspegic ou o bissolvon mesmo que lhe chegem lágrimas aos olhos quase cegos e edepois se engasgue com o meu quente leite salgado. era enfiar-lho todo na boca, percebe? e depois beijá-la de novo, outra vez, despi-la toda a e contemplar o seu corpo, e tirar fotografias com o sentimento amoroso ardente dos apaixonados. mesmo com a trombose, avó, mesmo com a dificuldade em se levantar hoje em dia. é fodido amá-al, mas eu amo. vamos foder? e assim seriam as coisas, mas a minha mãe não quer. é estranho. às vezes, quando percorro as ruas de lisboa para ganhar algum dinheiro levando no cu, eu penso na minha avó. fecho os olhos e penso nela, par tornar as coisas menos dolorosas, e fico a pensar como é bom fazer tudo o que ando a fazer, mesmo sabendo que quem me está a pôr o pénis na boca ou quem me está a fazer snagrar o rabo são velhotes. mas eu amo-a e por ela faço o esforço. e com o dinheiro que arranjo comrpo fraldas, das descartáveis, claro, para poder cheirar o seu cócó quandolhas mudo, às vezes toco nele com a minha língua, e quase que tenho um orgasmo.
a vida é bela quando te tenho ao pé de mim, então.
amo-te avó.