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quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Bionic

Em primeiro lugar quero afirmar que não quero ter nada a ver com este blog de paneleiros. Mariquices no computador e etecetera, isso são gajos que ficam em casa aos fins de semana à tarde e não vão às putas foderem, ou comer gajas ou lá o que se faz, e também é sinal que não batem punhetas tanto quanto deviam. Segundo, eu não posto. Pode parecer que posto mas só escrevo cenas geniais que em noites de insónia, após o sexo, enquanto fumo e observo a gaja que nessa noite comi. Ou que me comeu, nisso, eu não sou esquisito. Parar. Vomitar uma, duas três vezes, dizer, estou aqui, cheguei, quero afirmar que têm todos a braguilha desapertada da puta das calças.
Terceiro quero afirmar bionicamente: o fim o fim o fim. Toda esta insanidade se me promove através de vapores lilases de LSD. Lembrei-me de uma coisa, no outro dia, quando o Ricardo limpava a boca depois de se ter posto de joelhos, que é a actividade azul-escura da beatice. As santas excitam-me porque toda a gente que devem ser virgens, e a cena das virgens é, um gajo basicamente fodê-las tanto e de tantas maneiras e tão bem, que elas reneguem o seu juramento de bondade e queiram foder para todo o sempre, a nós e à vida, depois o hábito ganha-se e não há volta a dar. A Lúcia, por exemplo, é um caso perdido por dois motivos: ela já está morta, e há já algum tempo que sofria de arteriosclerose, o que tornaria a tarefa do fodilhão de santas muito complicada. Pergunto-me, porque é que olham todos para a direita desse modo? Deixem-se disso, não façam sentido, abracem as palavras só pela sua pureza inicial de assassinas natas e defendam que tudo pode ser arte, se conseguirem dobrar a escrita que aparece aqui no blog com tal mestria que um poema possa ser tão visual quanto um quadro ou uma descrição mais pormenorizada que uma fotografia, less is more, but something more is not less indeed. Doutra vez, talvez que me o convite recusado por toda força seja; eu só precisava ade férias, ou gastando cartuchos aqui, quebrando barreiras até terem todos medo de mim e me digam o teu estilo é algo mais ou demais para nós, pira-te daqui meu doente mental. Farei uma vénia e regressarei para junto dos meus olhos fechados, enquanto, como o herói da história que criei lá em cima e que nunca cheguei a acabar mas que é que isso interessa, vomitar quantas vezes forem necessárias e engolir o resto, sem mastigar um único rebuçado.
Em relação ás bolachas. Não mijaria na cara do seu criador nem que ela estivesse em chamas, e não cagaria na sua boca nem que ele estivesse no Ruanda. Acho que isto ilustra bem o que penso delas.



Agora, se me dão licença, quero contar uma história de amor em apenas uma só frase.


Dama das flores, véus impregnados do cheiro que num sonho meu a dois mutilámos, ofereço-te a minha mente e as minhas mãos, para poderes tornar-me arte em ti.



Continuem a batalha de fazer coisas diferentes.